
Infraestrutura virtual na saúde: Como Wheel e b.well eliminam o Action Gap
- Sergio Almeida
- May 19
- 5 min read
Falar de tecnologia na saúde sempre atrai minha atenção por dois motivos: primeiro, porque acompanho há mais de duas décadas a transformação digital nesse setor; segundo, porque enxergo na integração entre plataformas a chance real de afastar as barreiras históricas que impedem a experiência de cuidado contínuo e eficiente. Recentemente, vi um avanço marcante: a parceria entre Wheel e b.well Connected Health, lançando uma infraestrutura virtual inovadora baseada em inteligência artificial. O objetivo? Superar o chamado “Action Gap”, aquele fosso entre dados acumulados e ações clínicas concretas.
O que é o “Action Gap” e por que ele trava a saúde digital?
Você já parou para pensar na quantidade de dados de saúde gerados todos os dias por dispositivos, farmácias, apps e sistemas digitais? Pois é, mas a maior parte deles não vira consulta, prescrição ou orientação. No cenário moderno, essa desconexão é chamada de Action Gap ou Action Wall. Ou seja, muita informação, pouca ação efetiva para o paciente.
“O dado sozinho não trata ninguém. Só a ação clínica muda realidades.”
Eu mesmo, ao lidar com estratégias para a MedGROW, percebo como clínicas e hospitais querem conectar esse fluxo de informação à prática assistencial. Mas esbarram em sistemas fragmentados ou operacionais difíceis de orquestrar. É aí que reside o peso dessa nova resposta de Wheel e b.well.
Uma nova infraestrutura conectando dados, IA e atendimento
O segredo por trás do projeto está na combinação de tecnologias complementares: a plataforma de dados e acesso à saúde da b.well encontra o Horizon™, solução da Wheel para entrega clínica e operações médicas em escala nacional. Assim, cria-se uma camada virtual que transforma registros, vindos de IA, wearables ou farmácias, em ações clínicas confiáveis, seguras e rápidas.
O que me chama ainda mais atenção é a abrangência dessa infraestrutura, anunciada inicialmente na Wheel Clinic já presente no marketplace Better Care Services do Walmart. E, diferente de modelos tradicionais, a tecnologia cobre tanto projetos B2B quanto DTC, contemplando áreas como:
Saúde cardiometabólica
Uso de GLP-1
Saúde da mulher
Cuidados primários e urgência
Novos modelos para Medicare Bridge
O cenário se encaixa perfeitamente no contexto brasileiro, onde segundo a 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, 18% dos estabelecimentos já usam inteligência artificial, foco maior na rede privada —, sobretudo para organização, segurança digital e aumento na assertividade dos tratamentos.
Como Wheel e b.well fecham o ciclo do cuidado
Em minhas leituras sobre inovação em jornadas do paciente, percebo uma dor persistente: a fragmentação. Um exame feito em um sistema não conversa com a teleconsulta, que não tem integração com a farmácia, que não orienta o acompanhamento pós-consulta. Esse “loop” nunca se fecha.
A grande sacada da infraestrutura virtual de Wheel e b.well é justamente criar esse ciclo fechado e eficiente, onde cada etapa está conectada à próxima. Na prática, funciona assim:
O refinamento dos dados pela b.well, padronizados via FHIR®— limpa e unifica informações de múltiplas fontes.
O acesso autorizado e consentido pelo paciente garante interoperabilidade e segurança de dados (fundamental à luz da LGPD).
Uma camada de ação clínica é inserida, com a rede de médicos da Wheel pronta para transformar indicação em prescrição, teleconsulta ou recomendação.
A coordenação farmacêutica em tempo real garante que o receituário chega rapidamente ao paciente sem etapas perdidas.
Dentro desse ecossistema integrado, empresas de varejo, operadoras de saúde e o setor farmacêutico podem sair de uma análise puramente informacional para a execução de ações práticas em saúde, sem a necessidade de construir tudo do zero, algo que, na minha experiência com MedGROW, sempre foi obstáculo para a maioria.
O papel da inteligência artificial e o futuro da experiência do paciente
Ver IA ocupando um papel central nesse cenário não é mais ficção científica. Hoje, conforme reportado pela pesquisa TIC Saúde, nos estabelecimentos com mais de 50 leitos e SADT, 31% e 29%, respectivamente, já contam com IA ajudando na prática clínica cotidiana. E, entre quem já utiliza IA, 76% adotam ferramentas generativas, como chatbots de apoio em triagem, recomendações e esclarecimentos.
Para mim, o ganho está em permitir que plataformas de IA avancem do diagnóstico ou sugestão para a efetiva entrega de cuidado, passando pelo que Michelle Davey, CEO da Wheel, defende:
“Aqueles que se destacarão na saúde para o consumidor serão os que transformarem contexto de saúde em ação clínica, acesso à farmácia e resultados.”
É como todas as peças do quebra-cabeça finalmente se encaixando.
Parceria estratégica: tecnologia alinhada à ética, agilidade e segurança
Algo que valorizo muito em iniciativas tecnológicas para saúde é o alinhamento à ética e às normas vigentes. No caso dessa infraestrutura, tudo respeita regulações como LGPD, ANS, CFM (Codame), e fornece transparência total na gestão do consentimento do paciente.
Nas soluções que aplico na MedGROW, esse cuidado é indispensável para dar confiança a médicos, pacientes e instituições. Aqui, vejo uma camada tecnológica pronta para experiências orientadas por IA, mas sem perder a humanidade do contato médico e o rigor no cuidado.
Percebo também que essa abordagem tem impacto direto no marketing de saúde, área que trabalhamos intensamente na MedGROW. Processos mais ágeis, integração entre áreas e a capacidade de ofertar experiências superiores ao paciente geram diferenciação no já concorrido setor médico-hospitalar. O uso inteligente de dados é o novo diferencial competitivo, como já discuti em artigos sobre copywriting médico e uso de IA no atendimento.
Conclusão: conexão é crescimento – e ação faz toda a diferença
Observando histórias como essa da Wheel e b.well, vejo como a saúde caminha para finalmente vencer a fragmentação. Dados, IA e atendimento médico precisam andar juntos para beneficiar tanto o paciente quanto o gestor do sistema de saúde. O MedGROW nasce justamente desse propósito: conectar estratégias de marketing, tecnologia e atendimento para transformar clínicas e hospitais em líderes de cuidado, faturamento e reputação.
Se você também deseja estar à frente deste movimento, recomendo conhecer mais sobre nossos métodos, integrações e cases no site da MedGROW. A evolução na saúde já começou, venha construir o futuro conosco.
Perguntas frequentes
O que é infraestrutura virtual na saúde?
Infraestrutura virtual na saúde é o conjunto de sistemas, plataformas e integrações digitais que conectam dados de pacientes, inteligência artificial e operações clínicas, permitindo transformar informação em cuidado prático, ágil e seguro. Ela é uma base tecnológica que garante que cada ponto da jornada do paciente se comunique, evitando falhas e retrabalho.
Como Wheel e b.well funcionam?
Wheel e b.well operam a partir de uma parceria que une a coleta e refino de dados da b.well, padronizados para interoperabilidade, com a entrega clínica via rede nacional de médicos da Wheel. Essa integração automatiza e agiliza os fluxos de prescrição, acesso ao atendimento e coordenação farmacêutica, sempre respeitando consentimento e privacidade.
Quais os benefícios de usar essas plataformas?
Entre os principais benefícios, destaco: 1) jornadas integradas do paciente, evitando fragmentação; 2) ação imediata sobre dados de saúde, melhorando o resultado clínico; 3) maior segurança de dados e gestão de consentimento; 4) possibilidade de adaptação a modelos B2B e direto ao consumidor em programas variados.
Como essas soluções eliminam o Action Gap?
Elas eliminam o Action Gap ao oferecer uma ponte direta entre coleta de dados e atuação clínica. Por meio de integração avançada, consentimento do paciente e presença da camada médica já estruturada, todas as ações são instantâneas e coordenadas, evitando perda de tempo e burocracia.
É seguro usar infraestrutura virtual na saúde?
Sim, é seguro desde que a solução, como nas integrações Wheel e b.well, siga rigorosamente regulações de privacidade e ética médica, como LGPD, ANS, CFM. Além disso, a gestão de consentimento é transparente e os dados são protegidos contra acessos indevidos, garantindo segurança a pacientes e profissionais.




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