
Optura capta US$17,5 mi para medir o ROI da IA em saúde com ROAI™
- Sergio Almeida
- May 21
- 5 min read
Nos últimos meses, acompanhei de perto os avanços da Inteligência Artificial na saúde e percebo tanto o entusiasmo quanto a inquietação de gestores, médicos e empresários do setor. O anúncio da Optura, plataforma de saúde corporativa, ao captar US$ 17,5 milhões em uma rodada Série A liderada pela Salesforce Ventures, saltou aos meus olhos. Esse novo aporte eleva o financiamento total da startup para mais de US$ 25 milhões e traz uma premissa: medir o real retorno do investimento em IA no setor com o conceito inovador de ROAI™.
O cenário atual da IA em saúde e o desafio do valor
Quando vejo notícias sobre IA, minha primeira reação é querer entender o que de fato muda na prática para clínicas, hospitais e operadoras de saúde. O cenário é animador, mas também traz questionamentos graves: ainda que mais de US$ 18 bilhões tenham sido gastos globalmente em IA em saúde no último ano, 95% dos projetos-piloto de GenAI não geram valor mensurável. Vi isso ecoar em diferentes fóruns de tecnologia médica, e muitos gestores relatam o mesmo: há muita solução pontual, sem critério de sucesso claro, tornando difícil justificar novas rodadas de investimento.
No meu trabalho na área, reforço como é vital que as iniciativas de IA estejam ancoradas a indicadores concretos. Essa preocupação não é só minha, mas está muito presente em instituições brasileiras. Segundo a última pesquisa TIC Saúde, 18% dos estabelecimentos nacionais já utilizam IA, mas o uso segue mais forte em tarefas operacionais, principalmente em hospitais com mais de 50 leitos e SADT.
Sem um critério objetivo, a adoção da IA não sai do lugar de experiência isolada.
O conceito de ROAI™: medir para evoluir
Quando conheci o ROAI™, criado pela Optura, enxerguei uma solução que respondesse essa angústia que vejo todo dia em clínicas e hospitais. O ROAI™ é uma disciplina e metodologia proprietária para medir objetivamente o retorno do investimento em projetos de Inteligência Artificial dentro do setor de saúde. A proposta é conectar o entusiasmo da inovação ao rigor de indicadores financeiros, clínicos e operacionais que importam no mundo real.
Permite simular retornos antes do investimento
Converte prioridades estratégicas em agentes operacionais de IA
Prioriza casos com base em custo, prontidão e prioridade
Acompanhamento do resultado em tempo real, comparando com projeções
O aspecto de simulação antes da aplicação dos recursos me chamou a atenção. Evita-se o desperdício em experimentos sem norte, tornando cada oportunidade um passo avaliado.
Não surpreende que grandes operadoras e provedores de saúde como a Independence Blue Cross e a Ardent Health já utilizem a plataforma, monitorando mais de US$ 2 bilhões em iniciativas e identificando US$ 120 milhões em valor real, resultando em um ROAI™ de 700% em projetos em andamento.
Superando a fragmentação do conhecimento
Um ponto que vejo diariamente em projetos como o MedGROW é como a fragmentação do conhecimento dentro de clínicas e hospitais atrapalha a tomada de decisões estratégicas. Dados e experiências ficam em silos, perdendo muito do seu potencial. A Optura trouxe uma solução interessante ao mapear dados de diferentes áreas em uma única camada de conhecimento, ancorando decisões de IA na operação real do negócio.
Decisões bem informadas tiram o peso da intuição do gestor e levam resultados aos pacientes.
Esse alinhamento permite que os gestores mantenham o foco na missão central: melhorar atendimento, desenvolver equipes, modernizar a recepção e fortalecer o posicionamento digital das instituições, pilares que são também fundamentais na proposta da MedGROW.
Como funciona a transformação das prioridades em agentes operacionais de IA
Esse ponto sempre me despertou curiosidade: como pegar as dores da liderança e transformá-las em soluções palpáveis? Descobri que a plataforma Optura faz justamente isso:
Converte as prioridades do C-Level em agentes de IA conectados aos fluxos de trabalho já existentes
Cada agente pode ser modelado e validado antes do investimento financeiro
Acompanhamento transparente por dashboards, mostrando o desempenho frente às projeções iniciais
Assim, vejo que o risco de desperdício diminui muito e as decisões passam a ser baseadas em dados, não em suposições. O aprendizado para mim é claro: quanto mais integrada for a abordagem, maior o potencial de entregar resultados reais.
Perspectiva do mercado e aumento da accountability
O movimento do mercado também sinaliza transformação. Representantes da Salesforce Ventures e Echo Health Ventures enfatizaram, no anúncio do aporte, que há uma clara tendência à busca por adoção disciplinada da IA na saúde. Vi relatos de que a Optura contribui justamente para que as instituições superem a fase dos testes isolados e entreguem resultados de negócio concretos.
O grau de cobrança dos líderes C-level nunca foi tão intenso. Ferramentas como a Optura, e metodologias alinhadas à ética médica e às legislações – princípios também adotados pela MedGROW –, têm ajudado decisores a demonstrar que o investimento em inteligência artificial está gerando melhores resultados para pacientes e para a operação.
Casos reais e panorama para o Brasil
O uso do ROAI™, já comprovando retornos de 700%, alimenta confiança, principalmente em um contexto brasileiro onde a adoção cresce mas ainda carece de referências objetivas de sucesso. Em minha experiência, quanto mais exemplos concretos e mensuráveis chegam ao setor, mais rápido mudamos a percepção do “novo” para o “comprovado”.
A implementação de plataformas inovadoras, como estamos vendo com a Optura, vai ao encontro da estratégia que defendo na MedGROW: usar dados de verdade para transformar o relacionamento com pacientes, otimizar processos de recepção, melhorar comunicação pós-consulta e fortalecer a retenção, tudo dentro dos critérios do CFM e da LGPD. Inclusive, para instituições que buscam diferenciação, compreender como medir retorno em IA pode ser fator-chave.
E costumo indicar conteúdos práticos para quem quer entender esse novo mercado. Recomendo, por exemplo, a leitura sobre como o ChatGPT faz escolhas em recomendações, um assunto que vem se tornando cada vez mais frequente em nossa rotina de marketing médico e pode ser conferido aqui.
Conclusão
Se há uma grande lição nesse movimento liderado pela Optura, é a necessidade de separar o modismo da inovação com lastro. Para mim, o futuro da IA na saúde passa a ser guiado por dados, accountability e decisões maduras, evitando desperdícios e tornando cada real investido justificável não só para o financeiro, mas também para os pacientes. A MedGROW segue esse caminho – priorizando transparência, mensuração e ética em todo processo de marketing médico.
Se você procura apoio para acelerar o crescimento da sua clínica ou hospital, conheça a MedGROW: nossa missão é justamente estruturar estratégias que entreguem valor mensurável, impulsionando o faturamento com responsabilidade, tecnologia e muita experiência de mercado. Saiba mais sobre como nosso método pode fortalecer a presença digital da sua instituição.
Perguntas frequentes
O que é o ROAI™ da Optura?
O ROAI™ é uma disciplina criada pela Optura para medir de forma objetiva o retorno do investimento em soluções de Inteligência Artificial aplicadas à saúde, usando indicadores financeiros, clínicos e operacionais para justificar e direcionar novos projetos de IA no setor.
Como medir o ROI da IA em saúde?
Medir o ROI da IA em saúde exige acompanhamento contínuo dos resultados financeiros e clínicos trazidos pelos projetos, análise comparativa entre projeções e dados reais, e o uso de plataformas como a da Optura, com dashboards que simulam e monitoram o impacto antes e após investimentos em IA.
Vale a pena usar IA em hospitais?
Na prática, vale sim, desde que a adoção seja planejada e conecte claramente os projetos a retornos mensuráveis, como aumento de receitas, melhoria do atendimento ou ganhos operacionais. Sem critérios, a IA pode trazer pouco impacto; com metodologia, os resultados são evidentes.
Como funciona a solução da Optura?
A solução Optura converte prioridades estratégicas em agentes operacionais de IA integrados aos fluxos já existentes na instituição, possibilitando modelagem, simulação de retornos, priorização de iniciativas e acompanhamento dos resultados em tempo real por meio de painéis digitais.
Quanto custa implementar o ROAI™?
O custo de implementação do ROAI™ depende da escopo do projeto e do perfil da instituição. Como envolve análise prévia e simulação de resultados, o valor é personalizado, mas tende a ser justificável frente ao retorno comprovado – como mostram cases com ROAI™ de até 700% já em andamento.




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